Reflexões (Nas pedras do Arpoador…)

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Foto de Germano Schüür

Meus argumentos mais notáveis não passam de doces insanidades, meus argumentos mais filosóficos são meros projetar de um não saber. .. Seria engraçado se não fosse trágico. Não seria trágico se as sombras não fossem reais.
Mas os tipos do onipotente são duvidas, as duvidas , são tormentas, e as tormentas me lançam mar à dentro.
Nadamos contra a maré por não aceitar a hipocrisia dos fariseus. não estamos em lugar nenhum e não somos de ninguém. Não basta apenas conhecer de ouvir falar meus olhos tem que vê-lo, minhas mãos tem que toca-lo.
Minhas duvidas estão me levando a lugar nenhum. E este é o lugar mais trágico onde se pode estar.
Por estar ávido por conhecer, a imprensao é que o tempo não passa.
Quando se olha à liberdade é que se reconhece a escravidão. Quando se experimenta a liberdade, é que o cativeiro se torna mais cruel. E sonhar já não basta. Argumentar já não é o bastante. Quero um estilo barroco de viver.
Acostumamos-nos tanto com as questões que já não nos interessa as respostas, perdemos tanto tempo argumentando que já não sabemos a que causa defendemos.
E mesmo com toda inconstância, nosso perene estilo de vida é invejado e até sonhado por aqueles que não retêm o dom da coragem.
Quando vivemos sem passado, preso na opção de escondê-lo, lutando para não se afogar no presente, a única coisa que desejamos é avistar o futuro (uma ilha escondida entre nevoas).
Podemos continuar a nadar, mesmo que contra a maré, mesmo que se prometam tsunamis… Esperamos pelo dia depois de amanhã onde apenas um raio de sol basta para restaurar ânimos e trazer vida.
Quando estamos a viver, (não quando estamos vivo)… Quando estamos a viver, podemos dizer como dói às pedradas da vida, como cada fracasso nos leva a beira da loucura e como é avistar este ilimitado golfo de humanos que pisam em humanos.
Já não há como comparar… Podemos apenas escolher qual das desumanidades parecem mais humanas
Devassando um coração que mergulha no universo humano, se descobre que em cada um de nós se esconde um Hitler, um Schindler…
Há um Nietzsche vivo em cada argumento, e um Abraão em cada ponto de esperança; Há um Jó em cada relampejo de fidelidade, um Lutero na tênue ânsia de determinação.
O mais extremo ponto da complexa rede intima humana revela um potencial ilimitado para amar. Porém tal extremo é assassinado entre a casa e o trabalho e enterrado no bar da esquina.
Os homens já não pensam… Dói de mais pensar. Seria melhor largar nosso ativismo de mão e nos aventurar correnteza abaixo… Talvez se encontre a bonança de um lago, ou o derradeiro suspiro em um despenhadeiro.

Edson Duarte

4 Respostas para “Reflexões (Nas pedras do Arpoador…)”

  1. lidianelobo Diz:

    Adoro o texto e o Arpoador… Beijos

  2. Favor colocar crédito na minha foto do Arpoador ou retira-la de seu blog.
    Não autorizei sua divulgação e a mesma está protegida.

  3. Edson Duarte Diz:

    Boa noite rapaz!!!
    Tudo bom com você?

    Fico feliz por ter encontrado meu blog!!!
    Não tive e não tenho a intenção de prejudicar ninguém quando divulgo imagens ou texto em meu blog!!!!
    A sua é apenas mais uma imagem que achei na pesquisa Google quando precisava de uma imagem do Arpoador,
    Tive a impressão pelo seu comentário, que você achou que eu houve má intenção por parte do meu blog!!!
    Os créditos estão adicionados a postagem
    Caso você não queira seu trabalho publicado em meu blog é removo a imagem.

  4. Edson.
    Seu blog é muito bom, mas a fotografia no Brasil tem sido desrespeitada.
    Sempre que descubro foto sem crédito envio esta mensagem. Quando é para fins comerciais entro com ação judicial. Em toda poesia encontramos o nome do autor. Em toda tela de pintura ou outras artes plásticas, têm o nome do autor. Fotografia é arte, é manifestação do espírito. Mas é desrespeitada. Devo ser coerente com meu discurso. Meus alunos assim esperam, pois sou professor e coordenador de um dos poucos cursos superiores de Fotografia do Brasil. Com o crédito a minha foto pode pemanecer em seu blog.
    Não achei que tivesse má intenção. Só fico triste quando encontro meu trabalho no anonimato.
    Falando em blog, recomendo a leitura sobre o assunto em http://yedaarouche.arteblog.com.br/60664/Fotografia-nao-e-arte/
    Desejando conhecer meu trabalho visite http://www.photographia.com.br
    Felicidades e um
    abraço.
    Germano.

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